IAPMEI · StartUP Voucher 25/26

Transformar
Plataforma Digital de Rastreabilidade Ambiental

Transformamos resíduos de construção e demolição (RCD) em materiais hipocarbónicos certificados, rastreáveis e sustentáveis.

Contexto europeu

Pacto da Indústria Limpa

Em março de 2026, a Comissão apresentou o ato legislativo sobre a aceleração industrial, com o objetivo de aumentar a procura de tecnologias e produtos hipocarbónicos* fabricados na Europa: meta de taxa de utilização circular dos materiais de 24 % até 2030**.

*(Produtos hipocarbónicos (ou produtos de baixo carbono) são bens ou serviços cuja produção, utilização e/ou fim de vida geram uma quantidade significativamente menor de emissões de gases com efeito de estufa, especialmente dióxido de carbono (CO₂), quando comparados com alternativas convencionais.

** Em 2024, a taxa de utilização circular de material na UE-27, situou-se nos 12,2% (Eurostat, 2026). Portugal registou uma taxa de 3,0% (Fonte: Relatório do Estado do Ambiente, APA 2026).

O Problema

Portugal recicla menos RCD do que reporta.

A construção gera milhões de toneladas de resíduos por ano, mas a maior parte do fluxo acaba em aterro, enchimento ou deposição irregular. Mesmo as taxas oficiais de valorização escondem uma realidade mais frágil: grande parte do que é contabilizado como 'recuperado' nunca volta como material de construção.

30,6%

Taxa real de reciclagem de RCD em Portugal, em 2024. A maioria do restante vai para aterro, enchimento ou deposição irregular.
Fonte: Reporte comunitário RCD 2024 (APA 2026)

33,5%

Reciclagem efetiva dentro do 91% apresentado como taxa de valorização/recuperação material. O restante é, na maior parte, backfilling ou destinações que não produzem novo material.

Região Centro

Muita produção de RCD
É uma região com forte atividade industrial e de construção, que gera um volume elevado de resíduos. Há espaço no mercado para mais uma unidade de tratamento qualificada e próxima das obras.

O resultado é um ciclo que não fecha: a obra seguinte continua a comprar agregado primário de pedreira, enquanto o RCD acumula custos ambientais e económicos sem gerar valor. É este fosso, entre o resíduo que existe e o material que falta, que o projeto Transformar se propõe a colmatar.

A Solução

Uma infraestrutura física e uma camada digital, desenhadas em conjunto

Um centro tecnológico de valorização de RCDs atual garante reciclagem real e agregados conformes com as normas aplicáveis. A plataforma digital garante rastreabilidade, certificação de lotes e prova documental para clientes e entidades reguladoras.

Plataforma Digital de rastreamento de RCDs

ID único por carga, histórico completo desde a auditoria pré-demolição, certificação digital de lotes, indicadores ambientais para clientes e integração via API com o software de obra.

Rastreabilidade · Dashboard · e-GAR · API

A jornada do resíduo

Do planeamento da demolição ao destino final: o que acontece hoje

Seguimos o percurso real de uma tonelada de RCD em Portugal, fase a fase, com base nos dados oficiais e na literatura do setor, e mostramos onde a nossa solução altera o resultado.

Onde acaba hoje o RCD produzido

≈ 33,5%

Reciclagem real

Fração efetivamente transformada em novo material.

maioria

Enchimento e aterro

Backfilling contabilizado como valorização, sem criar novo produto.

subreportada

Deposição irregular

Sobretudo em pequenas obras, onde o custo de transporte pesa mais.

  1. Fase 1

    Planeamento da obra ou demolição

    Hoje

    O Plano de Prevenção e Gestão de RCD só é exigido em obras acima de 1000 m² (ou 500 m² de demolição). Nas restantes, o resíduo não é caracterizado antes de existir.

    Com o Transformar

    Auditoria pré-demolição digital: inventário de materiais por tipologia e estimativa de fluxos antes de a máquina entrar em obra.

  2. Fase 2

    Demolição e produção do resíduo

    Hoje

    Demolição maioritariamente não seletiva: betão, cerâmica, madeira, gesso e metais saem misturados no mesmo contentor, o que contamina as frações valorizáveis.

    Com o Transformar

    Demolição seletiva apoiada por checklists e frações separadas na origem: o que sai limpo da obra vale mais e custa menos a tratar.

  3. Fase 3

    Transporte e e-GAR

    Hoje

    A e-GAR acompanha a carga, mas o registo termina na entrada do operador: não há prova do destino real de cada fração nem do que foi efetivamente reciclado.

    Com o Transformar

    ID único por carga: cada transporte fica ligado à obra de origem, ao operador e ao lote final, com histórico auditável ponta a ponta.

  4. Fase 4

    Receção e tratamento

    Hoje

    Grande parte do fluxo segue para britagem grosseira ou aterro. Dos 91% reportados como valorização material, apenas ~33,5% correspondem a reciclagem real.

    Com o Transformar

    Triagem avançada, britagem, crivagem e separação magnética para produzir agregados calibrados 0/4, 4/12, 12/32 e tout-venant conformes com norma.

  5. Fase 5

    Certificação do lote

    Hoje

    Sem ensaios sistemáticos nem certificação de lote, o agregado reciclado é visto como material de segunda e é rejeitado por projetistas e donos de obra.

    Com o Transformar

    Certificado digital por lote com ensaios, percentagem de conteúdo reciclado e CO₂ evitado. Uma prova documental utilizável em concurso público.

  6. Fase 6

    Regresso ao mercado

    Hoje

    O ciclo raramente fecha: a obra seguinte compra agregado primário de pedreira porque é o único material com garantia percebida.

    Com o Transformar

    Agregados e produtos de betão reciclados regressam à construção com rastreabilidade e indicadores ambientais para reporte do cliente.

A diferença não está apenas na máquina: está em saber, com prova documental, o que entrou, o que saiu e onde foi aplicado. É essa camada de dados que transforma um resíduo mal contabilizado num material com valor de mercado.

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Quem somos e em que contexto nos inserimos

Conheça a equipa

5 elementos com competências complementares em engenharia, ambiente, software e gestão.

Incubação

Estamos incubados na UA Incubator, da Universidade de Aveiro.

StartUP Voucher Innovate

Este projeto foi integrado no StartUP Voucher Innovate 2025-2026, um programa promovido pelo IAPMEI e cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e União Europeia (FSE+).